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3ª Copa Group acontece em São José dos Campos-SP com mais de 1.000 participantes

Group 17 Eventos Esportivos: A trajetória de um ex-atleta de São José dos Campos que transformou a própria história no projeto que hoje realiza a maior competição de futebol de base do Vale do ParaíbaO Group 17 Eventos Esportivos nasceu do futebol, da vivência real de quem conheceu o esporte por dentro, da dificuldade, da persistência e da vontade de continuar servindo ao futebol mesmo depois do encerramento do ciclo como atleta. Por trás da marca está Philipe Gerber Faria, de 22 anos, natural de São José dos Campos (SP), ex-atleta profissional, empresário e fundador do projeto que hoje se […]

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Group 17 Eventos Esportivos: A trajetória de um ex-atleta de São José dos Campos que transformou a própria história no projeto que hoje realiza a maior competição de futebol de base do Vale do Paraíba O Group 17 Eventos Esportivos nasceu do futebol, da vivência real de quem conheceu o esporte por dentro, da dificuldade, da persistência e da vontade de continuar servindo ao futebol mesmo depois do encerramento do ciclo como atleta. Por trás da marca está Philipe Gerber Faria, de 22 anos, natural de São José dos Campos (SP), ex-atleta profissional, empresário e fundador do projeto que hoje se consolida como uma das principais referências em futebol de base na região.

A história de Philipe começa muito cedo. Aos cinco anos de idade, ele já estava envolvido com o futebol, inicialmente no futsal. Desde pequeno, sua vida foi marcada por uma rotina intensa de treinos. Houve períodos em que treinava em três lugares diferentes no mesmo dia. Em alguns dias, saía de um treino no futsal e seguia imediatamente para outro, depois encerrando a noite em um treino de futebol de campo. Enquanto estudava pela manhã, vivia as tardes e noites inteiras dedicadas ao esporte.

Nessa caminhada, o papel do pai foi decisivo. Segundo Philipe, o pai se desdobrava para que ele pudesse continuar jogando, treinando e competindo. Era uma rotina de correria constante: levar, buscar, pagar campeonatos, bancar viagens, mensalidades e todo o custo invisível que existe por trás da formação de um atleta de base. Em muitos momentos, o esforço do pai foi levado ao limite.

Uma das passagens mais marcantes dessa história aconteceu no período em que Philipe era monitorado pelo São Paulo Futebol Clube, em Cotia. Durante aproximadamente dois anos, ele ia ao centro de treinamento a cada três meses e permanecia por uma semana em avaliação. O sonho de ingressar definitivamente no clube estava cada vez mais próximo, mas a realidade financeira da família era apertada. Em uma dessas viagens, em época de frio intenso, ele sequer tinha roupas adequadas para levar. Sem condições de arcar com mais essa despesa, o pai recorreu à tia Sônia, que acabou comprando roupas e mala para que o menino pudesse seguir.

A tia, segundo ele, foi durante muito tempo uma espécie de “banco da família” nos momentos em que o dinheiro acabava e o sonho não podia parar. Em várias ocasiões, foi ela quem ajudou a pagar mensalidades, viagens e taxas de competições importantes. Na época, Philipe ainda era apenas uma criança apaixonada por jogar bola e não tinha dimensão total dos sacrifícios feitos ao redor dele. Hoje, olhando para trás, reconhece que todo esse esforço foi determinante na sua formação.

Aos 14 anos, justamente no momento em que poderia ser alojado definitivamente no São Paulo e reduzir os custos da família, ele acabou sendo dispensado. Foi um golpe duro. Mas, ainda naquele mesmo ano, uma nova oportunidade surgiria — e essa oportunidade teria um peso enorme não apenas na sua carreira como atleta, mas também no nascimento do Group 17 anos depois.

Naquela fase, Philipe recebeu um convite da escola de futebol Bola 10, de Caraguatatuba, comandada por Leonardo, o Léo, hoje conhecido também pela Academy Bola 10. Um amigo o indicou para uma competição em Matão, a Copa Cinbrala, e foi ali que ele viveu uma das experiências mais marcantes da vida. Segundo ele, foi naquela competição que realmente deu seu “start” como atleta em um novo nível. Jogou bem, teve destaque em mais de uma categoria e chamou a atenção de observadores.

Na Copa Cinbrala, surgiu o convite para o PSTC, clube formador do Paraná. A avaliação que recebeu foi clara: tinha qualidade técnica, mas precisaria ficar mais rápido e mais dinâmico para suportar o nível de exigência do novo ambiente. Ainda assim, já sairia aprovado. Pouco tempo depois, embarcou para Londrina com o pai, de ônibus, iniciando uma nova etapa.

No PSTC, Philipe viveu um período fundamental de formação. Chegou ainda no Sub-14, foi ganhando espaço, subiu para o Sub-15, conquistou titularidade e começou a viver o futebol de formação em um ambiente de alto rendimento. Foi também no PSTC que veio um dos grandes marcos da trajetória: após poucos meses no clube, no fim de uma semifinal de Paranaense Sub-15 contra o Coritiba, recebeu do diretor a notícia de que, na segunda-feira seguinte, seguiria para o Corinthians.

A transferência para o Corinthians foi um momento de enorme impacto emocional para ele e para toda a família. Ligou imediatamente para o pai, para a mãe, tia e para o irmão, todos sem acreditar. Mas, ao chegar ao clube, encontrou um cenário muito mais duro e competitivo. Os atletas que já estavam lá eram altamente preparados, acostumados ao nível de exigência do clube, muitos com materiais, estrutura e vivência que ele não tinha. O próprio Philipe lembra que, em alguns momentos, não tinha sequer chuteira adequada, recorrendo a improvisos para se manter. Conviveu com dificuldades de adaptação, lesões e um ambiente de altíssimo nível técnico. Mesmo assim, foi uma experiência que ampliou seu repertório e sua visão de futebol.

Depois do Corinthians, voltou ao PSTC, disputou novas competições, seguiu a trajetória no futebol e ainda passou por clubes como XV de Jaú, Inter de Limeira, Juventus da Mooca, São José Esporte Clube, Verê, Jabaquara, Atlético Guaratinguetá e Inter de Bebedouro. No entanto, o clube que ele faz questão de destacar como fundamental na sua formação humana é o PSTC. O próprio slogan da instituição o marcou profundamente: “O atleta tem vida curta, mas o homem é para sempre.” Para Philipe, foi exatamente isso que o PSTC fez por ele: antes de formar o atleta, formou o homem. Ao longo dos anos, enquanto ainda perseguia a carreira no futebol, nas férias ou nos períodos sem clube ele voltava a trabalhar com eventos esportivos junto do mesmo Léo do Bola 10, aquele que lhe havia aberto a porta em Matão anos antes. Nesses eventos, Philipe passou a atuar na parte de marketing, entrevistas, captação de conteúdo, vídeos e cobertura de redes sociais. Já tinha também certa familiaridade com design esportivo e chegou a criar uma pequena empresa de artes digitais para atletas. Foi aí que começou a nascer uma nova paixão: não apenas jogar futebol, mas construir o ambiente do futebol.

Ao participar da organização dessas competições, ele se encantou com o impacto que um evento bem estruturado causava nos atletas, pais, treinadores e observadores. A energia da competição, a presença de olheiros, a vibração das arquibancadas, a emoção dos jovens jogadores e a possibilidade real de oportunidade o marcaram profundamente. Foi ali que começou a amadurecer a ideia de um dia criar a própria competição. Em 2024, após disputar sua última Copa São Paulo e perceber que o ciclo como atleta se aproximava do fim, Philipe decidiu empreender de vez. Paralelamente, já vinha construindo com o irmão (Alexandre) a Agência Gerber, agência de marketing digital criada ainda no período pós-pandemia. Mas havia algo que continuava pulsando: a vontade de permanecer no futebol. Foi então que ele tomou a decisão de tirar do papel a própria competição. Assim nasceu o Group 17 Eventos Esportivos. O nome carrega forte significado pessoal. “Group” remete à palavra “grupo”, ao senso de união e construção coletiva. O número 17 vem do número com que Philipe fez sua estreia no profissional pelo PSTC — um número que ele associa ao destino, à realização e ao começo de um novo capítulo.

A 1ª Copa Group, realizada em 2024, foi construída praticamente do zero. Segundo ele, não havia dinheiro em caixa. O que existia era a ideia, o projeto no papel e muitas noites viradas estruturando o evento. Ele lembra que passava horas e horas sem dormir, desenhando a competição, enquanto o pai via a madrugada avançar e percebia que o filho seguia acordado, imerso no projeto. Sem capital inicial, a estratégia foi simples e corajosa: abrir as inscrições, captar o sinal das equipes e usar esse recurso inicial para começar a viabilizar a operação mínima da Copa — local, arbitragem, primeiros fornecedores, materiais básicos, backdrop, banner e premiação. A estreia foi realizada na Arena Sul, em São José dos Campos, espaço que se mostrou adequado para o formato inicial em society. Mesmo sendo a primeira edição, a Copa Group já nasceu com diferenciais importantes: presença de observadores técnicos, fisioterapia para os atletas, premiação organizada, marketing em tempo real, entrevistas, dinâmicas com o público, clima familiar e uma proposta de experiência, não apenas de jogos. O resultado foi imediato. A primeira edição reuniu mais de 300 atletas, em quatro categorias, e levou cerca de 2.500 pessoas ao local ao longo de dois dias. Embora a operação tenha terminado sem lucro financeiro — e até com prejuízo —, a empresa nasceu, a marca foi apresentada ao mercado e o projeto mostrou que tinha futuro.

O sucesso da primeira edição abriu caminho para a 2ª Copa Group, realizada em 2025. Ainda sem capital sobrando, mas já com parte da estrutura comprada anteriormente, a organização repetiu a estratégia: trabalhar com planejamento, captar sinais, fortalecer a divulgação e crescer com responsabilidade. A segunda edição aconteceu novamente na Arena Sul, agora com seis categorias, e deu um salto importante de tamanho. Foram mais de 550 atletas inscritos e um público estimado entre cinco e seis mil pessoas durante o evento.

A partir dali, a Copa Group deixou de ser apenas uma ideia promissora e passou a ser reconhecida como uma experiência diferenciada no futebol de base do Vale do Paraíba. Pais, treinadores e atletas passaram a dar feedbacks muito fortes sobre organização, ambiente, nível de entrega e estrutura emocional da competição. Os observadores técnicos voltaram, mais atletas foram chamados para oportunidades e o nome Group 17 começou a circular cada vez mais na região.

Depois da segunda edição, começaram a surgir convites de outras cidades para que a competição fosse levada para fora de São José dos Campos. Um desses movimentos resultou em uma articulação com a cidade de Paraibuna, onde a Group 17 chegou a estruturar uma edição chamada G17 Cup Paraibuna. O município colocaria à disposição estádio, alimentação, alojamento e apoio por meio da Secretaria de Esportes. Era um formato maior, mais próximo do sonho original de Philipe. No entanto, por questões de calendário, divulgação em prazo curto e planejamento das equipes, o projeto acabou não acontecendo. Mesmo sem ser realizado, esse episódio mostrou que a marca já começava a extrapolar o ambiente original.

Para 2026, o desafio aumentou. A Arena Sul deixou de ser viável para o projeto após mudanças estruturais no espaço, que passou a priorizar quadras de areia. Foi aí que surgiu a necessidade de buscar um campo oficial. Nessa etapa, segundo Philipe, o projeto foi mais uma vez colocado nas mãos de Deus. E foi nesse contexto que surgiu o convite para conhecer o novo centro de treinamento do São José Esporte Clube SAF.

O impacto foi imediato. O espaço, com quase 200 mil metros quadrados, dois campos oficiais de altíssimo nível, estrutura profissional e localização estratégica, representava tudo o que a Copa Group precisava para dar o próximo salto. Depois das conversas, a parceria foi fechada. Assim, a 3ª Copa Group, que será realizada de 4 a 7 de junho de 2026, no feriado de Corpus Christi, se tornou oficialmente a primeira grande competição externa a ser realizada no novo CT do São José Esporte Clube SAF, também conhecido como CT Ninho da Águia. A 3ª edição será a maior já organizada pelo Group 17 e, segundo a organização, a maior competição de futebol de base já realizada no Vale do Paraíba. O evento contará com 10 categorias, do Sub-7 ao Sub-16, somando 80 equipes participantes, cerca de 960 atletas inscritos e uma estimativa de 10 mil pessoas de público total ao longo dos quatro dias.

O formato da competição foi pensado para ser intenso, dinâmico e memorável. Serão dois dias de fase de grupos e dois dias de semifinais e finais, totalizando 200 partidas. As categorias Sub-7 ao Sub-14 serão disputadas no formato fut 7, enquanto Sub-15 e Sub-16 jogarão no, 11 contra 11. A organização optou também por uma lógica de premiação que amplia a experiência competitiva: haverá Série Diamante, Ouro, Prata e Bronze, com campeão e vice-campeão em todas elas. A proposta é que os atletas sintam a experiência de chegar a uma decisão e não saiam do evento com sensação de vazio. Entre os grandes diferenciais da Copa Group estão a presença de fisioterapia esportiva durante toda a competição, equipe médica, bombeiros civis, segurança, locução ao vivo, certificado de melhor em campo em todas as partidas, aplicativo com atualizações em tempo real, possibilidade de transmissões ao vivo, premiações individuais para artilheiro, melhor goleiro, destaques das categorias, treinado destaque e uma operação completa de marketing registrando tudo em tempo real.

A organização pretende ainda trazer de cinco a dez observadores técnicos, alguns já confirmados, e trabalha para incluir palestras com ex-atletas, empresários e profissionais de mentalidade esportiva durante o evento. Outro ponto inovador é a intenção de promover uma roda de samba durante as finais, criando um ambiente ainda mais acolhedor para pais, familiares e público geral, transformando a competição em experiência esportiva e cultural.

A 3ª Copa Group já conta com patrocinadores e parceiros como Puma Zeladoria, Influx, Agência Gerber, Ludmila Tesch, Esporte Vale, Rei do Traje e Vilella Barbearia. Todos entram somando não apenas em exposição de marca, mas também em entregas dentro da experiência do evento.

Além dos números e da estrutura, o Group 17 carrega histórias que ajudam a explicar sua força emocional. Atletas de sete ou oito anos que passaram pela fisioterapia e se sentiram como profissionais, crianças que ganharam o certificado de melhor da partida e o emolduraram em casa, pais emocionados com a experiência vivida, torcidas organizadas de escolinhas levando instrumentos, sinalizadores e energia positiva para a competição. Esses detalhes, segundo a organização, são parte central da proposta: fazer com que cada criança viva algo que leve para a vida toda.

Outro traço importante da identidade do projeto é a fé. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Philipe relata que entrega cada edição da Copa à santa antes do evento e retorna ao Santuário depois para agradecer. Essa dimensão espiritual está profundamente ligada à forma como ele conduz a empresa, enxergando o projeto como missão, responsabilidade e serviço. Hoje, o Group 17 Eventos Esportivos se posiciona não apenas como organizador de competições, mas como uma plataforma de experiências, oportunidades e desenvolvimento dentro do futebol de base. O slogan da marca resume esse propósito: “O futuro do futebol começa aqui.”

Com origem em São José dos Campos, mas já com visão regional e nacional, o Group 17 representa a continuidade de um sonho que começou dentro de campo, passou pela dor, pela luta familiar, pela formação humana no futebol e se transformou em uma empresa jovem, ousada e profissional, pronta para impactar cada vez mais atletas, equipes e famílias.

Contatos para imprensa e comercial Philipe Gerber Faria Fundador do Group 17 Eventos Esportivos Telefone pessoal: (12) 99654-7761 WhatsApp comercial: (12) 99182-0282 E-mail: philipe@agenciagerber.com.br

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Do campo ao Direito Previdenciário: uma trajetória marcada pela proximidade com as pessoas

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Saulo Pazine Amorim é advogado, pós-graduado em Direito Previdenciário e presidente da Comissão de Direito Previdenciário da 60ª Subseção da OAB/MG. Com atuação em diferentes regiões do país e no Distrito Federal, dedica sua carreira às questões previdenciárias, com atenção especial aos trabalhadores rurais e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Sua relação com o Direito Previdenciário também está ligada às suas próprias raízes. Nascido e criado na roça, em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, Santa Rita do Ituêto, Saulo cresceu próximo da realidade do campo e do trabalhador rural. Essa vivência permitiu conhecer de perto histórias de trabalho, dificuldades e desafios enfrentados por famílias que dependem da atividade rural e, posteriormente, da Previdência Social.

Foi essa proximidade com a realidade das pessoas que também contribuiu para sua escolha pelo Direito Previdenciário. Ao longo da carreira, passou a concentrar sua atuação em uma área que considera diretamente ligada à vida de milhões de brasileiros. Aposentadorias, pensões e benefícios do INSS representam, para muitas famílias, segurança e renda em momentos importantes da vida.
Para Saulo, atuar no Previdenciário exige mais do que conhecimento técnico. É necessário compreender a história de cada segurado, sua trajetória profissional e as circunstâncias que envolvem a busca por um benefício.

Essa visão também está presente em sua forma de se comunicar. Saulo procura abordar temas jurídicos utilizando uma linguagem simples e acessível, aproximando a informação previdenciária das pessoas. Participa de podcasts, entrevistas, programas de rádio e palestras, levando ao público informações sobre aposentadorias, benefícios e direitos previdenciários.
Sua trajetória reúne, assim, as raízes no campo, a formação especializada e a experiência na advocacia. Uma caminhada que começou em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais e que hoje alcança diferentes regiões do país, mantendo como uma de suas principais características a proximidade com as pessoas e com a realidade de quem busca seus direitos.

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De bombeira militar a idealizadora do desafio Coragem é Músculo: a trajetória de Keka Pelo Mundo

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Depois de 12 anos como bombeira militar e 111 países visitados, Keka Pelo Mundo construiu uma trajetória marcada por mudanças profissionais e pessoais e, agora, desenvolve um projeto voltado ao exercício da coragem diante das escolhas da vida
Há trajetórias profissionais que se desenvolvem de forma linear. A de Keka Pelo Mundo seguiu outro caminho. Antes de se tornar conhecida pelo trabalho relacionado ao turismo e às viagens, ela passou 12 anos na carreira de bombeira militar. Nesse período, conciliou a rotina operacional com viagens realizadas durante folgas e trocas de plantão. Anos depois, deixou a farda, passou a produzir conteúdo na internet e transformou a experiência acumulada em diferentes frentes de atuação profissional.

A relação de Keka com as viagens começou ainda na juventude. Aos 18 anos, realizou o primeiro intercâmbio, na Índia. Viajou sozinha e sem dominar o idioma, enfrentando uma realidade diferente daquela que conhecia. A experiência foi marcada tanto pelas dificuldades quanto pela descoberta de novas culturas e acabou influenciando a maneira como passou a enxergar as viagens.
A decisão de investir em experiências internacionais também teve influência da família. Durante a infância, Keka enfrentou dificuldades, mas cresceu com o incentivo da mãe para que os filhos tivessem acesso à educação, ao estudo de inglês e a programas de intercâmbio. O investimento, feito mesmo diante de limitações, abriu oportunidades que contribuíram para suas escolhas posteriores.
Aos 21 anos, Keka foi aprovada em um concurso para bombeira militar. Durante os 12 anos de serviço, atuou no setor operacional, inclusive na condução de ambulâncias. A profissão trouxe estabilidade, mas não interrompeu o interesse pelas viagens. Sempre que a escala permitia, ela aproveitava os períodos de folga para conhecer novos lugares.
Aos 30 anos, realizou um segundo intercâmbio, desta vez na Austrália. A previsão inicial era permanecer quatro meses, mas a estadia se prolongou por dois anos e meio. O retorno ao Brasil foi motivado, entre outras questões, pela necessidade de tomar uma decisão definitiva sobre a carreira militar. Keka queria compreender se ainda fazia sentido permanecer na profissão que havia escolhido anos antes.
A mudança começou a ganhar forma em 2018, quando ela passou a produzir conteúdo sobre viagens na internet. O trabalho começou de maneira espontânea, principalmente pelo Instagram. Com o crescimento do interesse do público, surgiram pedidos de pessoas que queriam viajar com ela. A procura acabou dando origem à Keka Pelo Mundo, empresa dedicada a expedições autorais, e a uma comunidade formada em torno das experiências compartilhadas nas redes sociais.
Em 2023, Keka publicou o livro Se você não sabe qual o próximo passo, talvez seja hora de viajar, reunindo parte das experiências adquiridas durante as viagens. Na época, havia visitado 85 países. O número continuou crescendo e chegou a 111 países, além de todos os continentes e de todos os estados brasileiros. Grande parte dessas viagens foi realizada sozinha.
A experiência também modificou sua relação com o próprio turismo. Para Keka, uma viagem não se resume ao destino escolhido, mas pode representar um período de mudanças e descobertas pessoais. Essa visão passou a orientar o trabalho desenvolvido pela empresa, que organiza expedições para destinos como Tailândia, Egito, Noruega e Fernando de Noronha.
A atuação de Keka também se expandiu para outros segmentos. Entre seus projetos está a Keka Flip, marca de sandálias que aposta em chinelas coloridas voltadas a pessoas que valorizam conforto e ousadia. A iniciativa amplia a presença da empreendedora para além do turismo e acompanha uma característica que aparece em diferentes projetos de sua trajetória: a construção de produtos e experiências associados à sua identidade e à forma como se relaciona com o público.

De acordo com informações apresentadas pela empreendedora, a agência já atendeu mais de mil viajantes e alcançou faturamento de sete dígitos, construído principalmente a partir da produção de conteúdo e da presença de Keka nas redes sociais.
Fernando de Noronha ganhou um significado especial nessa trajetória. Durante muito tempo, Keka enxergou a ilha como um destino distante e caro. A percepção mudou à medida que passou a frequentar o arquipélago e a estabelecer uma relação mais próxima com o local. A experiência resultou na criação da Casa da Keka, pousada e espaço de experiências instalado em Noronha.
A administração do empreendimento trouxe uma nova realidade profissional. A distância do continente e as particularidades logísticas da ilha acrescentaram desafios à gestão do negócio. Foi durante esse período que Keka passou a dedicar mais atenção a questões relacionadas à rotina, à espiritualidade e à relação com a natureza.
Nesse processo, começou a realizar transmissões ao vivo diariamente, às cinco horas da manhã, acompanhando o nascer do sol. Os encontros eram voltados a reflexões sobre escolhas, comportamento e mudanças pessoais. Segundo dados divulgados por Keka, mais de 50 mil pessoas passaram a acompanhar seu perfil nos 20 dias seguintes ao início dessa fase.
Foi nesse contexto que ganhou força um projeto que já vinha sendo pensado por ela: o Coragem é Músculo. A proposta parte da compreensão de que coragem não deve ser tratada apenas como uma característica que algumas pessoas possuem e outras não. Para Keka, trata-se de uma capacidade que pode ser exercitada e desenvolvida ao longo do tempo.
Com início previsto para 20 de setembro, o desafio terá duração de sete dias e será composto por atividades diárias e encontros ao vivo. A intenção é estimular os participantes a identificar situações em que o medo interfere em suas decisões e a desenvolver formas de transformar reflexão em atitude.
O projeto ainda está sendo estruturado e, segundo Keka, deverá ser construído também a partir da participação da comunidade. A proposta é que as experiências dos participantes contribuam para definir os próximos passos do desafio e para determinar se a iniciativa poderá ganhar proporções maiores.
A ideia de trabalhar a coragem está diretamente relacionada às decisões tomadas por Keka ao longo da vida. Viajar sozinha aos 18 anos, permanecer em outros países, deixar uma carreira de 12 anos como bombeira militar, iniciar um negócio próprio e assumir a administração de uma pousada em uma ilha são alguns dos momentos que ela identifica como importantes para sua trajetória.
As mudanças também alcançaram sua vida pessoal. Keka conta que, nos últimos anos, viveu transformações relacionadas à forma como compreende sua própria identidade e seus relacionamentos. Neste ano, casou-se em Fernando de Noronha com Verena, decisão que também considera parte de um processo de assumir escolhas pessoais diante das expectativas externas.
Apesar de defender o exercício da coragem, Keka faz uma distinção entre coragem e impulsividade. O conceito que apresenta é o de “coragem consciente”, baseado na avaliação dos riscos, no reconhecimento do medo e na responsabilidade pelas consequências de cada decisão. A proposta não é ignorar o receio diante de uma situação, mas compreender o que está por trás dele antes de tomar uma atitude.
A mesma perspectiva aparece nos projetos que desenvolve atualmente. Além do desafio Coragem é Músculo, Keka mantém a atuação no turismo autoral e na formação de profissionais por meio da MAVA, mentoria criada para pessoas interessadas em desenvolver seus próprios negócios no setor. O programa já reuniu aproximadamente uma centena de alunos em quatro turmas.
A trajetória que começou com um intercâmbio na Índia, passou pela carreira militar e ganhou novos rumos por meio das viagens chegou, portanto, a uma etapa em que Keka busca compartilhar não apenas os lugares que conheceu, mas também as escolhas que fizeram parte desse percurso. Entre viagens, empreendedorismo, hotelaria, produtos e formação profissional, seus projetos refletem uma trajetória construída a partir de diferentes experiências e decisões.
O Coragem é Músculo representa essa nova frente de trabalho e parte de uma convicção construída a partir da própria experiência: o medo pode fazer parte de uma decisão sem necessariamente determinar o caminho a ser seguido.

O desafio está previsto para começar em 20 de setembro e será divulgado pelo perfil @kekapelomundo.
Keka Pelo Mundo é ex-bombeira militar, viajante com 111 países visitados e fundadora de uma agência de expedições autorais. Também está à frente da Casa da Keka, em Fernando de Noronha, da MAVA, mentoria voltada ao turismo autoral, e da Keka Flip, marca de sandálias. É idealizadora do desafio Coragem é Músculo e casada com Verena.
Contato para pauta e entrevistas: Mava@kekapelomundo.com
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Do tatame aos negócios: 5 lições que uma campeã mundial de Jiu-Jítsu leva para o empreendedorismo

Disciplina, estratégia e capacidade de lidar com derrotas são alguns dos aprendizados do esporte de alta performance que Carina Santi aplica na gestão de sua empresa

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Crédito: Arquivos/ Almeida JJ Woman and Kids

No esporte de alto rendimento, resultado não costuma ser consequência de um único momento de esforço. Ele é construído a partir de repetição, disciplina, estratégia e capacidade de continuar mesmo quando os resultados não aparecem como esperado. Para a atleta e empresária Carina Santi, vice-campeã mundial de Jiu-Jítsu e à frente da Almeida JJ Woman and Kids, academia voltada ao público feminino em São Paulo, muitos dos aprendizados conquistados no tatame se tornaram ferramentas importantes para sua trajetória no empreendedorismo.

Ao longo da carreira esportiva, Carina precisou aprender a lidar com derrotas, controlar a ansiedade, reconhecer o momento certo de agir e confiar em uma equipe. No mundo dos negócios, esses mesmos princípios continuam presentes em sua rotina.

“Resultado não vem da intensidade de um dia só, vem da consistência de muitos dias comuns. O tatame me tirou a ilusão do esforço heroico e me ensinou o valor do processo repetido”afirma.

Segundo a empreendedora, cinco lições do Jiu-Jítsu são especialmente importantes para quem está construindo e administrando um negócio.

1. Disciplina não depende de motivação

No Jiu-Jítsu, Carina aprendeu que esperar pela motivação para treinar pode significar abrir mão da evolução. A constância, portanto, precisa existir mesmo nos dias em que a disposição não aparece.

No empreendedorismo, a lógica é semelhante. Há momentos em que resolver problemas, tomar decisões ou produzir conteúdo não está entre as atividades mais desejadas do dia, mas ainda assim precisam ser realizadas.

“Teve dia em que eu não tinha vontade nenhuma de resolver problema de academia ou gravar conteúdo, mas fiz porque tinha combinado comigo mesma. Motivação vem e vai. Disciplina é o que sustenta o negócio nos dias ruins”, explica.

Essa visão também influencia sua rotina. A empresária organiza horários para treinar, atender alunas, cuidar da filha e conduzir os projetos da empresa, mantendo os compromissos mesmo quando a rotina fica mais difícil.

2. Estratégia vence força bruta

No tatame, força física nem sempre é suficiente para superar um adversário. É preciso entender o jogo, observar os movimentos e escolher o momento adequado para agir.

Para Carina, esse princípio também é fundamental nos negócios. Empreender não significa necessariamente trabalhar mais horas ou tentar resolver tudo pela insistência, mas saber onde concentrar energia e recursos.

“No Jiu-Jítsu, quem só depende de força trava rápido contra alguém mais experiente. Empreender é igual: o mercado muda, o cliente muda, e quem não se adapta fica preso em uma estratégia que já não funciona”, afirma.

A capacidade de analisar cenários e fazer ajustes, portanto, pode ser mais importante do que simplesmente aumentar o esforço.

3. Derrota é informação, não identidade

Perder faz parte da trajetória de qualquer atleta. Para Carina, aprender a interpretar uma derrota foi essencial para continuar avançando na carreira e também se tornou uma habilidade importante no empreendedorismo.

“Perdi muita luta importante na carreira. Se eu tratasse cada derrota como um veredito sobre quem eu sou, teria parado há muito tempo”, conta.

 

Nos negócios, a empresária também já enfrentou erros, como decisões de contratação que não funcionaram e produtos que não tiveram o desempenho esperado. Em vez de transformar esses episódios em uma avaliação pessoal, ela procura enxergar o que pode ser extraído da experiência.

“Aprendi a separar ‘eu errei uma decisão’ de ‘eu sou um erro’. Dou espaço para sentir a frustração, mas rapidamente pergunto ‘o que isso me ensina?’ em vez de ‘o que isso diz sobre mim?’. Essa pergunta muda tudo”, afirma.

4. Paciência também faz parte da estratégia

No Jiu-Jítsu, tentar executar um movimento antes de encontrar a abertura adequada pode comprometer toda a luta. A atleta aprendeu, assim, que saber esperar também é uma forma de agir.

A mesma lógica foi aplicada à construção de seu negócio. Carina conta que já teve vontade de acelerar o crescimento da academia antes que a estrutura estivesse preparada para acompanhar a expansão.

“Já quis acelerar o crescimento da academia antes de ter estrutura pronta e entendi que negócio bom também respeita o tempo certo de cada movimento”, relata.

Para a empresária, paciência não significa ficar parado, mas observar o cenário, preparar a estrutura e reconhecer quando existe uma oportunidade real de avançar.

5. Um ambiente forte sustenta a performance individual

Embora o Jiu-Jítsu seja um esporte individual durante a luta, a preparação de um atleta de alto nível depende de uma rede de pessoas. Professores, parceiros de treino e equipe fazem parte do processo de desenvolvimento.

Essa percepção também está presente na gestão da Almeida JJ Woman and Kids. Carina afirma que construir uma equipe de confiança e aprender a delegar foram passos importantes para o crescimento da empresa.

“Nenhum atleta chega ao alto nível sozinho. Precisa de equipe, professor e parceiros de treino. Na Almeida JJ Woman and Kids eu levo isso a sério: construí uma equipe em quem confio e aprendi a delegar. Empresária que tenta segurar tudo sozinha quebra antes de crescer”, afirma.

Do tatame para a vida empreendedora

A experiência no esporte também mudou a maneira como Carina encara os momentos de incerteza. Em vez de esperar sentir-se completamente preparada para tomar uma decisão, ela defende a importância de começar e aprender durante o processo.

Para mulheres que desejam empreender, mas ainda têm receio de errar, a atleta recomenda não esperar que o medo desapareça para dar o primeiro passo.

“Comece antes de se sentir 100% pronta. No Jiu-Jítsu, ninguém entra na primeira luta sabendo tudo, aprende lutando. Empreender é a mesma lógica: a segurança vem depois da ação, não antes dela”, afirma.

Na visão da empresária, o medo pode continuar existindo, mas deixa de ser um impeditivo quando a pessoa desenvolve confiança a partir da própria experiência.

“O medo não vai embora sozinho. Ele diminui conforme você começa a andar mesmo com ele do lado”, conclui.

 

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