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Projeto Replay celebra 40 anos do álbum “Exagerado” de Cazuza, com Ludmilla em versão r&b e convidados 

Nova temporada do programa traz versões das faixas do disco cantadas por talentos da música brasileira; episódio de estreia também apresenta versão de “Medieval II” na voz de Mateus Fazendo Rock O Projeto Replay inicia sua nova temporada mergulhando uma grande efeméride da música brasileira: os 40 anos de “Exagerado”, álbum que marcou o início da carreira solo de Cazuza. A estreia acontece nesta segunda-feira, 9 de junho, às 21h, no canal Bis e Globoplay. Em um momento de total sinergia com o mercado, coincide com a homenagem a Cazuza no Prêmio da Música Brasileira, nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro. Com direção artística de Anna Butler e Pablo Marques, a nova temporada […]

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Nova temporada do programa traz versões das faixas do disco cantadas por talentos da música brasileira; episódio de estreia também apresenta versão de “Medieval II” na voz de Mateus Fazendo Rock

Projeto Replay inicia sua nova temporada mergulhando uma grande efeméride da música brasileira: os 40 anos de “Exagerado”, álbum que marcou o início da carreira solo de Cazuza. A estreia acontece nesta segunda-feira, 9 de junho, às 21h, no canal Bis e Globoplay. Em um momento de total sinergia com o mercado, coincide com a homenagem a Cazuza no Prêmio da Música Brasileira, nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro.

Com direção artística de Anna Butler e Pablo Marques, a nova temporada reúne LudmillaMateus Fazeno RockUriasJadsaJohnny HookerCattoMaria BeraldoGetúlio AbelhaRaquel e Thalin na nova temporada de 10 episódios, em que cada artista tem total liberdade criativa para reinventar as faixas em um álbum completo que chega às plataformas digitais junto à estreia na TV. Seguindo o sucesso da primeira temporada, em que o vinil de Acabou Chorare tornou-se raridade, sendo comercializado por até R$1.200,00 em marketplaces, o novo projeto ganhará uma edição limitada em vinil este ano.

Um dos nomes mais importantes da música no país, Ludmilla, é quem assume a faixa-título no primeiro episódio, apresentando uma versão bem diferente do rock original.  A cantora imprimiu uma sonoridade Soul/Black music ao clássico: “O desafio foi achar esse meio termo entre continuar Exagerado e manter a conexão com a minha fase atual do R&B”, explica a cantora sobre o processo criativo. A faixa contou com a produção de Castilhol, um de seus grandes parceiros musicais.

A participação de Ludmilla atende a um pedido por “surpresas” da mãe de Cazuza, Lucinha Araújo, que acompanhou o projeto desde o início e queria nomes inesperados para homenagear o filho. “A Lucinha nos pediu apenas para ser surpreendida, já que o Cazuza recebe homenagens o tempo todo e é difícil fazer algo realmente diferente. Acho que conseguimos isso trazendo a Ludmilla, um nome inesperado para esse universo. O encontro das duas no estúdio foi uma surpresa total para ambas e o resultado foi emocionante. Musicalmente, a Ludmilla entregou uma versão completamente diferente de tudo que já fizeram do Cazuza até hoje”, avalia José Francisco Tapajós, idealizador e diretor-geral do Replay.

O encontro entre as duas, gravado em um estúdio no Rio de Janeiro, é um dos pontos altos do último episódio. O impacto foi tão positivo que Lucinha indicou Ludmilla para interpretar a versão do “Replay” na cerimônia do Prêmio da Música Brasileira, no dia 10 de maio, onde Cazuza será o grande homenageado. A artista também estampa a capa do álbum em uma pose que homenageia a foto original de Cazuza, mas com sua própria identidade.

“Vim sem expectativa nenhuma, não me contaram detalhes, e fiquei docemente surpreendida. Qualquer coisa do Cazuza me surpreende, mas desta vez foi demais, excedeu a expectativa”, diz Lucinha. “Conhecer pessoalmente a Lucinha, pra mim, foi muito importante. Sem a bênção dela, não teria projeto”, reconhece o diretor.

A nova geração em foco

Além de Lud, o primeiro episódio dá grande ênfase a Mateus Fazeno Rock. O cantor de Fortaleza, conhecido por sua performance visceral e poética, traz uma versão visceral de “Medieval II”. Para a direção do projeto, Mateus personifica o “espírito Cazuza” na nova geração, unindo a força interpretativa à estética contemporânea. A conexão do artista com Cazuza e a faixa escolhida começou na adolescência. “Tinha um programa de TV com performances ao vivo dos artistas daquela época, final dos anos 80, início dos anos 90 e com Cazuza cantando quatro ou cinco músicas de “Exagerado” e tem justamente um vídeo dele cantando “MedievaI II”. Com aquele sotaque carioca, aquela entonação meio de embriaguez. Foi lá que eu vi pela primeira vez. Como esse refrão ficou muito na minha cabeça, na hora eu já sabia que queria cantar essa [no programa].” 

Tapajós reforça como a liberdade criativa amplia a qualidade do projeto também na nova temporada, que, além de revelar os processos artísticos, apresenta uma performance exclusiva dos artistas convidados em estúdio. “Cada convidado faz o que quer com a sua versão, o que permite que o disco percorra caminhos sonoros muito distintos. O processo de escolha das músicas é fluido: em alguns casos nós sugerimos o que achamos que combina, em outros o próprio artista pede uma faixa específica, como a Catto, que quis gravar ‘Codinome Beija-Flor’. Nós fazemos o convite e recebemos a versão sem saber exatamente o que vem, o que garante o frescor e a identidade única de cada faixa do projeto”. 

Ao longo da temporada, o programa mescla novos artistas com nomes de sucesso como Urias, Catto e Johnny Hooker, a cada episódio. Urias, referência entre o público LGBTQIAPN+, interpreta uma nova versão de “Cúmplice” refletindo a fase mais madura de sua carreira. Enquanto Catto e Jonny cantam  “Codinome Beija-Flor”e “Balada de um Vagabundo”,respectivamente. Confira o line-up da temporada 2026 (ordem dos episódios):

1. Ludmilla – Exagerado (Estreia dia 09/05)

2. Mateus Fazeno Rock – Medieval II

3. Urias – Cúmplice

4. Jadsa – Mal Nenhum

5. Johnny Hooker – Balada de um Vagabundo

6. Catto – Codinome Beija-Flor

7. Maria Beraldo – Desastre Mental

8. Getúlio Abelha – Boa Vida

9. Raquel – Só as Mães São Felizes

10. Thalin – Rock da Descerebração

Sobre a Mescla Entretenimento 

A Mescla é uma produtora audiovisual especializada em criar narrativas inovadoras e formatos originais para canais, marcas e plataformas de streaming. Entre os principais projetos da empresa estão o Bar Aberto, o primeiro reality show de coquetaria do país, atualmente em sua terceira  temporada e assistido por mais de 30 milhões de pessoas, e uma parceria com a Pernod Ricard Brasil.

Com um núcleo dedicado a projetos musicais, a Mescla é idealizadora e produtora de projetos como Som na Sala (Globoplay), que leva artistas como Arnaldo Antunes e Samuel Rosa para um pocket show intimista, e Replay (Globoplay), que regrava os principais discos da música brasileira com novos talentos. Também produzimos a série documental Músicos de Rua (Globo) que selecionou três artistas para se apresentarem no Rock in Rio, em parceria com o Itaú e o documentário Back in Town, sobre o artista Nick Cave.

Entre nossas mais recentes produções no gênero documental estão os longas Com as próprias mãos, em parceria com o canal Curta!, lançado em 2023 e ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais, e a série documental Homens sem Lei (History Channel), elogiada por público e crítica. Atualmente, a produtora também desenvolve um documentário sobre a cantora, empresária e ativista Raquel Virginia.

FICHA TÉCNICA (reduzida)

IDEALIZAÇÃO E DIREÇÃO GERAL

José Francisco Tapajós

PRODUÇÃO

Mescla Entretenimento

PRODUÇÃO EXECUTIVA

Renata Azevedo Figueira

DIREÇÃO ARTÍSTICA 

Anna Butler

Pablo Marques

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Elisa Mendes

DIREÇÃO DE ARTE

Camila Camargo

MONTAGEM 

Diogo Ekizian

MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO

Jander Antunes

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Bruna Alves – Lá Comunicação

brunaalvesbas@gmail.com

(11) 99299-8584

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Elas Constroem realiza primeiro encontro oficial após formalização do ecossistema e reúne lideranças femininas em São Paulo

São Paulo, 15 de junho de 2026 — O ecossistema Elas Constroem realizou nesta segunda-feira seu primeiro encontro oficial após a conclusão dos trâmites legais e a formalização da iniciativa, reunindo mulheres integrantes da comunidade para um almoço de celebração e conexões na capital paulista. O encontro marcou o início de uma nova fase do movimento, que nasceu com o propósito de fortalecer o protagonismo feminino, estimular negócios, ampliar oportunidades e criar um ambiente de colaboração entre mulheres de diferentes setores e regiões do Brasil. Ao longo do almoço, as participantes compartilharam experiências, projetos e perspectivas para o futuro da […]

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São Paulo, 15 de junho de 2026 — O ecossistema Elas Constroem realizou nesta segunda-feira seu primeiro encontro oficial após a conclusão dos trâmites legais e a formalização da iniciativa, reunindo mulheres integrantes da comunidade para um almoço de celebração e conexões na capital paulista.

Crédito : Gabriel Lima

O encontro marcou o início de uma nova fase do movimento, que nasceu com o propósito de fortalecer o protagonismo feminino, estimular negócios, ampliar oportunidades e criar um ambiente de colaboração entre mulheres de diferentes setores e regiões do Brasil.

Ao longo do almoço, as participantes compartilharam experiências, projetos e perspectivas para o futuro da comunidade, que já conecta mulheres de diversos estados brasileiros e também de outros países.

Durante o encontro, também foi anunciado o desenvolvimento da segunda edição do livro “Elas Constroem”, reforçando o compromisso do movimento em dar visibilidade a histórias inspiradoras, trajetórias de liderança e experiências que contribuam para o fortalecimento do protagonismo feminino.

A ocasião também destacou a proximidade do lançamento da primeira edição do livro Elas Constroem, que acontecerá nos dias 27 e 28 de agosto de 2026, durante o CIMI360, no Rio de Janeiro. A obra reunirá mulheres de diferentes segmentos e regiões do país em um projeto colaborativo voltado à valorização de histórias, conhecimentos e legados construídos por suas autoras.

Para Sophia Martins, fundadora do ecossistema, a oficialização do projeto representa mais do que uma etapa jurídica concluída: simboliza a consolidação de um propósito coletivo.

“O Elas Constroem nasceu da convicção de que mulheres fortes transformam mercados, geram oportunidades e constroem legados. Hoje celebramos não apenas a formalização do ecossistema, mas o início de uma nova fase, ainda mais estruturada, para ampliar conexões, desenvolver negócios e fortalecer o protagonismo feminino em diferentes áreas de atuação.” — destacou Sophia Martins.

Criado para conectar mulheres empreendedoras, executivas, profissionais liberais e lideranças de diversos segmentos, o Elas Constroem tem como missão incentivar o crescimento profissional, a geração de negócios, o compartilhamento de conhecimento e o fortalecimento de redes de apoio entre mulheres.

A data passa a integrar a história oficial do movimento, marcando o início de uma jornada institucional que pretende ampliar seu impacto social e econômico nos próximos anos.

Com presença em diversos estados brasileiros e atuação internacional, o ecossistema segue construindo pontes, criando oportunidades e fortalecendo mulheres que acreditam no poder da colaboração como ferramenta de transformação.

“Nada disso seria possível sem as mulheres que escolheram construir conosco. Meu agradecimento a cada integrante das delegações do Elas Constroem, que transforma conexões em oportunidades, conhecimento em crescimento e propósito em ação. O verdadeiro valor deste ecossistema está nas mulheres que o constroem todos os dias.” Finalizou Sophia Martins

Faça parte desse ecossistema que conecta, fortalece e gera oportunidades para mulheres que desejam crescer juntas.

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FESTIVAL Futebol e Samba reúne famosos no Pacaembu durante jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026

Imagine assistir a um jogo da Seleção Brasileira em um ambiente climatizado, com shows, ativações de marcas, convidados famosos e clima de estádio. Foi exatamente isso que cerca de 5 mil pessoas viveram durante o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026, no Festival Futebol e Samba, realizado na Arena Mercado Livre Pacaembu, em São Paulo. Thiago, ex casa do patrão e atleta, tieta Salgadinho O evento, que vem se consolidando como uma das principais fan fests do país, acompanhou o empate da Seleção Brasileira em 1 a 1 contra Marrocos em uma estrutura que chamou atenção pelo tamanho […]

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Imagine assistir a um jogo da Seleção Brasileira em um ambiente climatizado, com shows, ativações de marcas, convidados famosos e clima de estádio. Foi exatamente isso que cerca de 5 mil pessoas viveram durante o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026, no Festival Futebol e Samba, realizado na Arena Mercado Livre Pacaembu, em São Paulo.

Thiago, ex casa do patrão e atleta, tieta Salgadinho

O evento, que vem se consolidando como uma das principais fan fests do país, acompanhou o empate da Seleção Brasileira em 1 a 1 contra Marrocos em uma estrutura que chamou atenção pelo tamanho e pela experiência oferecida ao público.

O Ator e diretor Vincenzo Richy com a namorada Julia , Salgadinho e Gis de Oliveira

O Ator e diretor Vincenzo Richy com a namorada Julia , Salgadinho e Gis de Oliveira

Produzido pela Effect Sport, agência que há 15 anos se tornou referência no mercado de experiências de marcas e eventos esportivos, o festival apostou em uma proposta que vai muito além da transmissão da partida. O público teve acesso a diferentes áreas, incluindo pista comum, pista premium, lounges exclusivos e uma programação repleta de atrações.

A celebração contou com três telões instalados em um palco de porte internacional, além de ativações interativas de patrocinadores e apresentações de Salgadinho, DJ Puff, da campeã do Carnaval paulista Mocidade Alegre e do grupo Gogó do Samba, que mantiveram o clima de festa antes, durante e após o jogo.

Andressa, Gis de Oliveira, Salgadinho, Thiago que TB é atleta, João, Luiz , Vinícius, Jovan, João e Skova

Andressa, Gis de Oliveira, Salgadinho, Thiago que TB é atleta, João, Luiz , Vinícius, Jovan, João e Skova

Nos bastidores, o evento também chamou atenção pela presença de personalidades. Um dos destaques foi o reencontro dos ex-participantes do reality “A Casa do Patrão”, dirigido por Boninho e exibido pela Record. Entre eles estava Andressa, a última eliminada da atração, que aproveitou a ocasião para rever Skova e os demais participantes, marcando o primeiro contato público do grupo após o programa.

O jornalista e apresentador Thiago Rocha e a cantora MC Soffia também passaram pelo evento e circularam pelo lounge da Betano, patrocinadora da festa.

Mc Soffia

Já no Lounge Effect Sport, nomes conhecidos do esporte e do entretenimento prestigiaram a experiência. O bicampeão olímpico Maurício Lima esteve acompanhado da família e foi um dos mais assediados pelo público, recebendo pedidos de fotos durante toda a sua permanência no local. O espaço recebeu ainda o ator e diretor Vicenzo Richy, as atrizes Pitty Webo e Thais Vaz, além de influenciadores e formadores de opinião que aproveitaram todos as áreas do evento.

O Bi Campeão olímpico do vôlei Maurício Lima com sua família Roberta Lima, Maria Eduarda Lima, a amiga Carolina Said , a amiga relações públicas Gis de Oliveira entre os organizadores Pedro Rego Monteiro e Thiago Oliveira, fundadores da Effect Sport.

O Bi Campeão olímpico do vôlei Maurício Lima com sua família Roberta Lima, Maria Eduarda Lima, a amiga Carolina Said , a amiga relações públicas Gis de Oliveira entre os organizadores Pedro Rego Monteiro e Thiago Oliveira, fundadores da Effect Sport

Pitty Webo

Com um público formado por grupos de amigos, casais e famílias com crianças, o festival reforçou a proposta de oferecer uma experiência segura, confortável e inclusiva para quem deseja torcer pela Seleção Brasileira durante a Copa.

“A Copa do Mundo é um evento que gera memórias especiais entre pais e filhos, amigos. As pessoas se preparam para reunir quem amam para torcer pelo Brasil, escolhem o lugar onde vão ter mais conforto e se divertir. Ver isso acontecendo em tempo real e saber que ajudei a proporcionar esses encontros é mágico. Esse primeiro jogo teve uma energia muito especial de alegria e unidade. Estou animada para os próximos jogos, nos dias 19 e 24. Acredito que essa seja a melhor festa para torcer pelo Brasil e vi que acertamos em cheio também com o público. Estou confiante na nossa seleção. Enquanto eles estiverem lá, estaremos daqui vibrando positivo e curtindo juntos”, afirmou a relações públicas Gis de Oliveira.

Marcelo Skova , Gis de Oliveira e Andressa ex Casa do Patrão

Com as próximas partidas da Seleção se aproximando, a expectativa dos organizadores é repetir o sucesso da estreia e ampliar ainda mais a experiência e qualidade para os torcedores. As vendas para os jogos dos dias 19 e 24 já estão abertas pela plataforma Sympla. Crianças menores de 14 anos podem participar acompanhadas dos pais.

Ator e diretor de novelas verticais Vincenzo Richy e a modelo Julia Fraga

Fotos: Sara Vidal

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Novo marco do vale-alimentação reacende debate sobre taxas, prazos e custo do sistema tradicional de cartões

Mudanças no PAT tentam reduzir distorções históricas do mercado de benefícios, mas varejo e alimentação fora do lar ainda cobram mais equilíbrio na divisão dos custos Quase cinquenta anos depois da criação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o mercado de vale-alimentação e vale-refeição voltou ao centro do debate público no Brasil. As novas regras editadas pelo governo federal estabeleceram limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais, reduziram prazos de repasse e determinaram a abertura gradual dos arranjos de pagamento. A intenção declarada é tornar o sistema mais competitivo, transparente e alinhado ao objetivo original do programa: garantir […]

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Mudanças no PAT tentam reduzir distorções históricas do mercado de benefícios, mas varejo e alimentação fora do lar ainda cobram mais equilíbrio na divisão dos custos

Quase cinquenta anos depois da criação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o mercado de vale-alimentação e vale-refeição voltou ao centro do debate público no Brasil. As novas regras editadas pelo governo federal estabeleceram limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais, reduziram prazos de repasse e determinaram a abertura gradual dos arranjos de pagamento. A intenção declarada é tornar o sistema mais competitivo, transparente e alinhado ao objetivo original do programa: garantir alimentação ao trabalhador.

A discussão, no entanto, expôs uma questão que supermercados, bares, restaurantes e pequenos comerciantes apontam há anos: o custo do modelo tradicional de cartões de benefícios recai de forma desproporcional sobre quem vende alimentos e refeições. No formato historicamente praticado pelo setor, operadoras cobram taxas dos estabelecimentos, retêm os valores por determinados prazos e, em muitos casos, disputam contratos com grandes empresas por meio de condições comerciais que acabam financiadas pela própria cadeia varejista.

A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) tem sido uma das entidades mais críticas a esse modelo. Em manifestações públicas, a entidade afirma que o sistema tradicional de vale-alimentação por cartão “está inflando os preços e prejudicando tanto comerciantes quanto consumidores”. A associação também aponta a existência de taxas de transação, administração, adesão e antecipação que, somadas, podem ultrapassar 15% do valor transacionado. Para representantes do varejo, essas distorções deveriam ser enfrentadas pelo novo marco regulatório, mas ainda há preocupação sobre a possibilidade de o setor buscar caminhos comerciais para preservar práticas que a norma tentou limitar.

Segundo a ABRAS, o setor movimenta cerca de R$ 190 bilhões por ano em moeda pré-paga e ainda opera com lacunas relevantes de supervisão financeira. A entidade também critica o chamado “floating”, prática associada ao período em que os valores pagos pelos trabalhadores permanecem sob controle das operadoras antes do reembolso aos estabelecimentos. Em alguns casos citados pela associação, esse prazo chegava a até 40 dias.

O novo decreto do PAT busca enfrentar parte dessas distorções. Entre as principais mudanças estão o teto de 3,6% para o custo efetivo de transação cobrado dos estabelecimentos, o prazo máximo de 15 dias para reembolso e a previsão de interoperabilidade, para que diferentes cartões possam ser aceitos em diferentes maquininhas. Na prática, a medida tenta reduzir o peso financeiro sobre supermercados, padarias, bares, restaurantes e outros pontos de alimentação.

Para o governo, a modernização do programa deve ampliar a concorrência e fortalecer a segurança jurídica do PAT. Para representantes do varejo, a medida é um avanço, mas ainda depende de fiscalização efetiva e adesão real das grandes operadoras. O presidente da ABRAS, João Galassi, tem defendido publicamente o cumprimento do decreto e a necessidade de que as novas regras cheguem de fato à ponta, com taxas menores, prazos reduzidos e maior aceitação dos cartões.

Em uma das manifestações sobre o tema, Galassi afirmou que não vê o cumprimento integral das novas regras pelas maiores empresas do setor. Segundo ele, Ticket, Pluxee, VR e Alelo deveriam estar operando com taxas reduzidas, repasse em até 15 dias e aceitação ampliada nas maquininhas. Para a ABRAS, a interoperabilidade é um ponto central porque pode aumentar a rede de aceitação e permitir que pequenos estabelecimentos disputem esse mercado em condições mais próximas das grandes redes.

No setor de alimentação fora do lar, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) também tem tratado o tema como uma questão sensível para o equilíbrio econômico dos estabelecimentos. A entidade reconhece que a redução de custos para bares e restaurantes é uma demanda legítima e alerta que as mudanças precisam ser implementadas com cuidado para evitar insegurança operacional.

Em artigo publicado sobre as novas regras do PAT, o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, defendeu uma divisão mais proporcional dos custos entre empresas contratantes e restaurantes. A lógica apresentada pela entidade é simples: se o benefício atende ao empregador, ao trabalhador e ao estabelecimento, o custo da operação não deveria ficar concentrado em apenas uma ponta da cadeia. “Se a empresa paga 2%, o restaurante paga 2%. Essa lógica garante equilíbrio e evita penalização de um único lado”, afirmou Solmucci.

A preocupação dos bares e restaurantes não é nova. Em debates anteriores sobre portabilidade e interoperabilidade, a Abrasel já havia alertado que custos comerciais excessivos tendem a ser repassados ao cardápio, reduzindo o poder de compra do trabalhador. Em uma fala atribuída a Solmucci durante discussões sobre o tema, a entidade afirmou que, em determinados desenhos regulatórios, “o trabalhador não ganha nada, os restaurantes passam um sufoco danado e vão ter que repassar para o cardápio”.

O ponto comum entre supermercados e alimentação fora do lar está na crítica ao desequilíbrio do modelo tradicional. Ao longo dos anos, as operadoras de benefícios consolidaram uma posição relevante na intermediação entre empregadores, trabalhadores e estabelecimentos. O problema, segundo entidades do varejo, é que essa intermediação passou a gerar custos elevados justamente sobre quem tem menor poder de barganha: pequenos comércios, restaurantes independentes, padarias de bairro e mercados locais.

A Lei nº 14.442, de 2022, já havia tentado corrigir parte do problema ao proibir práticas como deságio, descontos, prêmios ou vantagens concedidas às empresas contratantes no âmbito do auxílio-alimentação. Essas práticas ficaram conhecidas no mercado como rebate. A lógica da proibição foi impedir que empresas contratantes recebessem vantagens comerciais financiadas indiretamente pelos estabelecimentos, que pagavam taxas maiores para aceitar os cartões. Uma das queixas do setor varejista é que o rebate teria mudado de formato e de nome, continuando a existir sob outras roupagens comerciais.

Com o novo decreto, o governo passou a atuar também sobre a outra ponta do sistema: a relação entre operadoras e comércio. Ao limitar taxas e prazos, a regulação procura reduzir o custo de aceitação e impedir que o comerciante seja obrigado a financiar, sozinho, a operação de um benefício que é contratado pelo empregador e utilizado pelo trabalhador.

Ainda assim, especialistas do setor avaliam que a efetividade das mudanças dependerá de fiscalização, clareza contratual e capacidade de impedir soluções paralelas que recriem, por outros caminhos, a lógica anterior. Uma das preocupações discutidas no mercado é a migração de empresas para modelos fora do PAT, nos quais as regras específicas do programa deixam de se aplicar. Embora a adesão ao PAT seja facultativa, a saída do programa pode retirar do sistema justamente as proteções que buscavam reduzir distorções para o varejo e para o trabalhador.

Nesse cenário, ganha força a discussão sobre alternativas tecnológicas e arranjos mais abertos de pagamento. A expansão do Pix, infraestrutura pública de pagamento instantâneo criada pelo Banco Central, passou a ser citada por empresas e especialistas como exemplo de uma rede mais ampla, de liquidação imediata e alta capilaridade no comércio. A questão central, nesse caso, é como garantir a destinação correta dos recursos para alimentação, exigência essencial no âmbito do PAT, sem depender necessariamente de redes fechadas de cartões.

Hoje, já há no mercado ao menos uma empresa cadastrada no PAT que afirma operar benefício de alimentação via Pix, com validação por software para garantir que os recursos sejam utilizados exclusivamente na alimentação do trabalhador. Nesse modelo, ocorre uma inversão da lógica tradicional: o custo da operação tende a recair sobre quem contrata e entrega o benefício, e não sobre o estabelecimento que aceita o pagamento.

Para Leandro Viana Colhado, fundador da Valepix, a solução baseada em Pix tende a ser mais barata do que os arranjos tradicionais de cartão por utilizar uma infraestrutura pública, instantânea e amplamente aceita no país. “Com tecnologia por software, é possível controlar a finalidade do benefício, validar o uso em alimentação e reduzir o custo da operação. O Pix amplia a rede de aceitação, simplifica o pagamento para o trabalhador e evita que o comerciante continue arcando com taxas elevadas”, afirma.

Para defensores desse modelo, soluções baseadas em infraestrutura aberta poderiam endereçar dois pontos centrais do debate: a interoperabilidade e a ampliação da rede de aceitação. Como o Pix já está incorporado à rotina de grande parte dos estabelecimentos brasileiros, sua utilização em benefícios corporativos, desde que acompanhada de mecanismos eficazes de controle de destinação, poderia reduzir barreiras de entrada para pequenos comércios, bares, restaurantes, padarias e mercados locais.

O debate, portanto, deixou de ser apenas sobre taxa. Ele passou a envolver arquitetura de mercado, concorrência, transparência, fiscalização e o papel da tecnologia na entrega de benefícios corporativos. Para o varejo, o ponto essencial é que o custo do sistema não continue concentrado em quem vende o alimento. Para trabalhadores, a expectativa é que maior concorrência e menor custo de intermediação se traduzam em mais poder de compra e maior rede de aceitação. Para empresas contratantes, o desafio é conciliar benefício fiscal, conformidade regulatória e eficiência operacional.

O PAT segue sendo uma das políticas públicas mais importantes de alimentação do trabalhador brasileiro. O que está em disputa, agora, é o desenho econômico da sua operação. O modelo tradicional de cartões cumpriu papel relevante na expansão dos benefícios corporativos, mas chega a 2026 pressionado por críticas sobre concentração, taxas, prazos, repasses de custo e resistência de parte das operadoras às normas que buscam modernizar o sistema. A modernização do programa tenta corrigir essas distorções sem desmontar o benefício. A resposta do mercado, da fiscalização e das empresas dirá se a mudança será estrutural ou apenas mais uma adaptação temporária de um sistema que há décadas opera com alto custo para a ponta mais frágil da cadeia.

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